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ratoeira
por favor,
eu peço, eu imploro eu lhe rogo mil vezes esperando uma resposta esperando um aceno esperando alguma expressão na sua face e, tudo que me ofereces é indiferença é olhar oblíquo de gitano a esperar ciganamente pela sorte pelo corte, pela morte, ou pelo mote que me identifique por favor, por caridade, por misericórdia, não faça isso não faça aquilo simplesmente, não faça não mate deliberadamente meus sentimentos, minha alma o que vou fazer com esse corpo inútil? o que vou fazer com os sons das palavras a embalar ilusões, mentiras ou impropérios... o que fazer com enorme silêncio que há exatamente entre as mãos nesse hiato macabro e secreto que o fazer? apenas pedir em silêncio e rezando para não morrer e, para não esquecer de amar. Sob a mira de seu olhar míope e impiedoso Sentido-me um rato morto pego pela ratoeira.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 12/02/2009
Alterado em 12/02/2009 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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