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lágrimas secretas
Vivo contando orvalhos no fim da primavera
entre flores e espinhos, há sentimentos estáticos exatamente contidos entre água e ar. assim como há estranhezas despidas e dispostas em pleno arco-íris, As cores iludem os olhos, mascaram a dura realidade em branco-e-preto como num filme noir com sua trilha sonora depressiva. Pondero em silêncio sobre essa primavera tórrida... de flores ressecadas, de inclemente sol a queimar peles e ódios humanos Na água a redenção é mais táctil Hídricas formas de sentir comovem os transeuntes Crianças ostentam lindas lágrimas, senhoras seduzem por lindas lágrimas que percorrem seu rosto e malícia na certeza incongruente de ser frágil e onipotente. Vivo contando orvalhos durante as manhãs e em silêncio, são lágrimas secretas, anônimas até. Não almejam seduzir, não almejam sequer serem notadas... deixam reticências para que os poetas as transformem em poesia.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/12/2009
Alterado em 22/02/2010 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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