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![]() Tenho vivido do silêncio das palavras
Das reticências em parágrafos líricos Da inescapável esperança em tudo... Amanhã pelo sol que não nasceu Pela primavera que ainda não floresceu... Pelo inverno que ainda não congelou as emoções Tenho vivido das sílabas carcomidas dos versos Da paz intrínseca dos ventos... Do suspiro da criança que acabara de nascer Nessa nesga secreta encontro o bálsamo, Capaz de rejuvenescer E entrar no túnel do tempo... passeando pela infância, Saltitando pela adolescência e tropeçando na fase adulta Pelas pedras no meio do caminho poético Que é crescer, envelhecer e visitar a morte dos instantes. Olhar para os ponteiros agonizantes e sentir Saudades das horas que jamais voltarão... Saudades das pessoas que morrerão dentro Da decepção diária e corrosiva da convivência Tenho vivido muito em pouco espaço Apertada como numa viagem relâmpago Disputando o raio com a nuvem E ganhando como prêmio a tempestade. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 08/08/2010
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