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irrealidade poética
Você é irreal
São horas que giram ao contrário Seu sol fazia companhia para minha lua Você é irreal Parte é holograma e Outra parte são reticências invisíveis Não me condene por sua dor e sorte... Não pertencemos ao mesmo lugar, E, nem a mesma estória... No fio da navalha, existe de um lado o caos E do outro, o abismo de emoções Emaranhadas por fatos absolutos e inferiores. A intensidade de seu ser está entardecendo Sangrando por varizes, Expelindo gases tóxicos, Perdendo o foco nas visões duplas e dúbias... Você é palpável mas é irreal Está pronto e incompleto Suscetível e inacessível Você é um esquecimento recorrente Você é um jazz chorando melodramas no Ipod E que nem pode me fazer voltar atrás A estrada lá fora roda na velocidade da luz E quando chegam os raios, os trovões envelheceram As chuvas híbridas e ácidas Corroeram as janelas... queimaram o oxigênio E, lembrar daquele amor É lembrar da asfixia profunda do armário, Do ego contido entre frases banais Em manhãs improváveis... Repletas de fantasias sociais. Sentia a loucura percorrer o corpo em sentinela poética.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 14/08/2010
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