![]() |
|
![]()
Nascimento da morte
Logo que nasceste
abandonaste o escuro acolhedor de meu ventre E fostes se aventurar na imensidão do mundo no mistério dos sentidos e sentimentos alheios Fostes te antecipar aos olhos ávidos e julgadores Tão logo aportaste nesse cais as amarras lhe foram frouxas E teu casco a balouçar tremiam por seus medos inconfessáveis Logo que nasceste diante ofegante espera e o silêncio pétreo edificado no meio do descaso perdido dentro ampuleta Tempo varão e voraz Transformou você Envelheceu-me E, hoje diante das vísceras encantadas da vida Saboreio friamente esse travor de vinho e vingança. Logo que nasceste Eu secretamente sabia. Algo em mim morria.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/03/2012
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


