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![]() Feras
Não é possível amar sempre. Não é possível nunca sofrer. Nem sempre é possível lutar Até vencer... Então, ficamos no meio do caminho. As vezes amamos... Se é muito ou pouco, pelo menos é um exercício do afeto e da alma. As vezes, sofremos pouco... E por conta disso, viemos a sofrer muito mais Porque não nos foi dado o direito de aprender... e nem fazer da dor uma mestra do futuro. Nem sempre conseguimos lutar. Existem dias... que toda força que reunimos Se exaure num átimo... E nos esvazia da essência humana... E como autômatos... Seguimos em batalhas... por batalhas E em meio às guerras que não escolhemos, Que não desejamos. E, o pior, que nem acreditamos. Não é possível amar sempre. E o desamar fatídico nos cai Como a lei da gravidade. Sofremos muito... As intempéries, os desalinhos, os desafetos, Os abandonos e esquecimentos.. Sofremos porque não entendemos... Porque não estamos preparados Para vivenciar àquela exata face da vida. E nos libertar da ignorância, é doído... E nos libertar da inércia, é lancinante. Não nos deram asas... Mas queremos voar. Não nos deram blindagem ou armaduras. Mas queremos ser imunes ao sofrimento. Queremos a felicidade instantânea Queremos a prosperidade extrema Queremos tanto... E nos doamos tão pouco. Queremos a beleza plena... Dotada da estética perfeita... Dotada da ética irretocável... Queremos o impossível Com a lucidez do paradoxo. Com a lógica assimétrica do esboço de obra-prima... Somos uma poeira limitada Num planeta iluminado apenas por uma estrela de quinta grandeza. Não somos únicos e nem raros. Somos apenas humanos... Não somos racionais Somos inconscientes Somos mistérios em nós mesmos... Somos feras enjauladas por conceitos e convenções. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 09/02/2013
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