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![]() Revoluções
Ninguém entende nada. As palavras são inúteis. Os gestos são pantomima. As cores são fenômenos inexplicáveis. E as formas revoluções intestinas. Ninguém entende nada. Nem conceito e nem poesia. Há uma rima na esquina balançando seu sufixo perdido... Na velocidade dos carros Ou na maresia dos ventos... Ninguém entende nada. Nem no casulo e nem depois na borboleta. A vida é um enigma que só encontra a lápide como bloco de recados... Ninguém entende nada. O lirismo do copo suado. As gotas de orvalho. Ou as lágrimas sagradas de uma dor insofismável... Há muito sentimento no mundo. E pouco mundo de sentimento. Há muita humanidade nos bichos. E poucos bichos tratados com humanidade. A mármore lá fora agoniza sozinha diante do grafite garatujo que esfrega rebeldia... E se traduz em sujeira urbana na carência explícita. Amores, afetos e melodias... Passam incólumes pela indiferença baldia... E o usucapião de corpos se tomam de assepsia no chuveiro conta-gotas ou no mar de perfumaria. Há na chave mais mistério que a aleivosia de quem não entende nada. Mas finge... que entende. E, alguns fingem tão bem... que parece até poesia. Outros nem fingem, mas fingem que fingem e dizem a verdade por acaso... E ocaso do dia... silenciando o tempo morto ressuscita um recomeço... Onde o que ontem não entendia é página virada de um catálogo de agonias. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 02/12/2013
Alterado em 28/12/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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