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![]() Apalavrado
As palavras sorvem o mundo. derretem-se pela superficie de almas, espíritos, corpos e coisas. As palavras fonetizam o mundo. As palavras imantam tudo. símbolos, signos, marte e horizonte. sentimentos, agnoses e até samambaias. as palavras sorvem as pessoas derretem-se essências vivas, e na fusão do tempo. unem genéticas, histórias e psiquês... cores, flores e roupas. Há primaveras implícitas. Há verões tórridos e românticos. Há invernos glaciais que congelam nervos estressados, almas retorcidas no pântano da desilusão. Não tenho uma palavra específica para você. Tenho uma penca delas. Tenho outono de folhas perdidas, dançando ao vento partindo da mira de meus olhos. E acertando no envelhecimento de tudo. As palavras poéticas é que valem a pena. Tem peso, tem lirismo e descem pelas vielas do coração. Pranteam o que perdemos. Suplicam perdão pelos nossos erros. Mostram remorsos infindos. E, a dor de não ter esquecido. De jamais ter apagado do HD mental... a sua figura, a sua criatura, o seu toque e tortura... Pelo crime inverossímil de amar e ser poeta... as palavras são como deusas caprichosas que nos assaltam no meio da noite escura. E nos fazem acordar escrevendo, escrevendo... na busca da eternidade sólida. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 25/01/2014
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