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![]() Desencontro.
Não posso ir até você. É inalcançável. Os mortais não conhecem sua essência. E esse perfume que inunda o ambiente de delicadeza e presença. Não posso ver você. Só em meus sonhos. Só em meus delírios febris. Inflamados de dor e culpa. Sua imagem ainda desbota tons escuros que maculam o silêncio. Não posso ir até você. Você é inatingível. Fincada no labirinto perdido. É a senha indecifrável. O afeto de cristal irremediavelmente quebrado. Meu pensamento não se acostuma em nunca mais saber de você. Pensar e revisitar tantas coisas. Abandonar-se num deserto de falta de sinais. Um dia a ferida para de sangrar. Estanca. Crostifica. E então serás o esquecimento pontuado de incógnita. Uma anotação escondida. Uma página rasgada. Palavras apagadas com ação do tempo e das águas da última lágrima. Se um dia você lembrar eu não estarei mais aqui à sua espera. Teremos construído um ponto de desencontro no meio do infinito. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/03/2014
Alterado em 28/03/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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