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![]() Descrição de agosto
Dor absoluta Coração absoluto, taquicardia. Respiração ofegante, pulmões arbóreos, silêncio entre palavras Olhar horizontal e passadiço, audição oblíqua, reticências táteis e mãos duplas irreversíveis Uma sobrancelha se espanta, a outra apazígua, uma boca verborrágica palavras e palíndromos tudo perfeitamente encaixado no cenário poético do fim de tarde. Alma abstrata. Corpo concreto. Sentimento etéreo, corpo efêmero, o que eu senti continua e continua impregnando coisas no caminho. O que eu fui continua mutando, metamorfoseando transformando-se ora em cristal, ora em pérola... ora em excremento ou trégua. O metabolismo é uma equação misteriosa entre a vida e a morte Na gangorra química de altos e baixos que segue a alma gotejando lágrimas, suores e sangue por cima de tragédias cotidianas. Na alcova no silêncio inerente conversando com as fronhas contabilizando sonhos pueris de uma infância abortada. Sigo retilínea ainda que nas curvas corto atalhos. faço prosa de versos... e versos em prosa. Corro o risco de ser risível... mesmo que seja pela breve a alegria de rir de um paradoxo. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 15/08/2014
Alterado em 02/11/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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