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![]() Arremedo
Tantas lendas sub-reptícias sensíveis ao toque, fragmentos e flashes de memória correndo na parede da consciência a latejar saudade e culpa Há uma insônia indecifrável com simbologia macrobiótica Tenho febre e corpo se aquece doentio. Enquanto lá fora o vento sopra sozinho um frio que corta os pulsos. Tantas razões para o abandono. Tanta lógica no redemoinho bordado a mão no abismo tão perto, tão fronteiriço. Sinto roçar seu eixo embriagador na barra da saia Minha dança é catártica. Expulsa de meu corpo segredos e movimentos que não posso expressar... São silêncios dinâmicos. São desvãos. São gritos reprimidos. Dores recônditas Mágoas ensopadas de lágrimas noturnas E cicatrizes a revelar cambiante a arte de apenas sobreviver. Há tantas sombras que remotas só nos trazem as brisas velhas da saudade. Catástase. Ao final tudo se encaixa. Tudo se explica sozinho, desenredo... a estória por detrás da história. Desenlace Sonhos e signos que formam a senha. Que abrem as lendas e fecham feito portas. A poesia é cadeado lírico. Perdi a chave. Nunca mais poderei entrar na poesia impune. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/10/2014
Alterado em 05/10/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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