![]() |
|
![]() Esse saco de ossos e carne
com sentimentos, emoções e palavras fonetizadas entre monólogos e diálogos. Gestos pausados e estratégicos. Como o pulo suicida no meio do abismo. Trocando gás carbônico por oxigênio. Enchendo os pulmões desse lirismo disperso. Repleto de fuligens Repleto de lembranças decaídas e bêbadas nas esquinas paradoxais. Dizem que é vida. Mas duvido. Por vezes é apenas a existência, é o jazer grudado a um substrato, é um pulsar inconsciente. Que o tempo todo nos trai. E os pensamentos flutuam para além das nuvens. E caem ao entardecer vermelhos de vergonha. Esse saco de ossos e carne moto contínuo de contradições e paradoxos de metáforas mirabolantes e inflexões inverossímeis. Que desenha o arco da promessa. E une animais, vegetais e minerais E na aliança vivente sentimos a esperança nos olhos das crianças, no olhar pedinte dos vira-latas no sorriso maroto da travessura. E nos desvãos. No espaço entre os trilhos do caminho. Nos castelos de areia a desmoronar diante da primeira onda. E agitamos novamente o volume morto. E nos damos a vida. Com a mesma simplicidade que matamos insetos. E aspiramos pólens sem ter direito a primavera interior. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 04/11/2014
Alterado em 12/11/2014 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


