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![]() Abraço
O que queremos num abraço? Proteção. Afeto. Identidade. Um encontro de almas contingenciado por corpos. Não importa a geografia. Não importa a etnia. Os raios de sol ou a chuva insistente a molhar gestos para semear compaixão. O que queremos num abraço? A lembrança de infância. Um irmão circunstancial. Um silêncio milagroso que cura dores infinitas. Um ritual humano. Podemos abraçar por medo. Podemos abraçar por desespero. E, por solidariedade. Abraçar por amor e saudade. Abraçar por não ter palavras. Ao abrir os braços e os chacras irradiamos uma onda de emoção capaz de tocar até mesmo os indiferentes. Os passantes e sobreviventes. A vida não tem dado muitos abraços. A vida está repleta de despertencimento. A competição inestimável pelo melhor em tudo. Mas somos apenas humanos. Desejamos sobreviver mas com alguma dignidade. Desejamos crescer mas com algum afeto. Desejamos conhecer o mundo inteiro para visitar algum abraço. Que num breve intervalo de tempo fecha todas as maldições possíveis. Acena com a aceitação incondicional. E, abre as portas e mentes para o outro. A poesia é um abraço imaginário. Virtual. Abstrato. De signos, significados e sensibilidade. Sinta-se abraçado hoje. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 21/12/2014
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