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![]() Caminho por entre os ponteiros das horas.
Tropeço no ponteiro dos minutos. Um minuto é pouco tempo. Uma hora é pouco tempo. Um ano é um marco. Vários anos é uma vida. Vidas inteiras mensuradas. Cronometradas. Entardecidas em manhãs solares. Anoitecidas em tardes rubras. Nascendo pela sobrevivência. Sangrando lentamente para renascer novamente. Choramos ao nascer. A dor de respirar pela primeira vez. Em inflar os pulmões, e se desacolher do útero tépido e materno. Choramos pela solidão da existência. Mas, com a vida brilhando nos olhos e espalhada pelo poros. Ouvimos silêncios semânticos. Sentimos o tic-tac constante. O tempo passando entre um passo e outro. Entre uma hora e outra. E entre uma face e a outra face. Desconhecida e futura. O tempo não nos conhece. Nos transmuda. Caminhamos sobre o tempo. Na métrica intrincada de ser e estar. Muda o tempo. Mudam os relógios. Os silêncios. E passamos ouvir mais vozes. Mais registros métricos. A mensurar os infinitos em nós. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 31/12/2014
Alterado em 24/01/2015 Copyright © 2014. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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