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![]() Coro de pássaros urbanos
adormece a tarde fugidia... Sombra de fuligem em cactos serve de cenário ao bem-me-quer que rejeita a manhã parda. Pétalas erradas em flores certas. O quero-quero indiferente passa sem canto num silêncio poético. Numa reticência pungente. O bem-te-vi suga o açúcar da primavera inteira e, não teme o diabetes... Viciado em doçuras Anuncia o amargor da visão. O arco do pensamento passa tangente ao infinito, riscando o céu com o rascunho de sentimentos inacabados e proscritos. Sentimentos impressos. Todos borrados pela tragédia intrínseca dos dias... A nota musical entoa toda a tristeza gris tão transparente em seu olhar que espelha tanta saudade. A despedida pode ser furtiva... mas o que não esquecemos fora decalcado na alma sob a forja das paixões... e pelo calor das identidades. A besta que há em mim, Saúda a besta que há em você Tama sevata! A natureza que pulsa em mim... Reverencia a sua natureza Que viverá latente no prazer do encontro e da lembrança. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/02/2015
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