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![]() Tive a felicidade de encontrar as palavras certas
no jardim incerto. Impreciso e insensato. Tive a felicidade de conhecer a primavera no mundo sem flores. Tive a felicidade de encontrar você no meio do torvelinho da vida... Há labirintos secretos, portas abertas e fechadas. Há segredos expostos e outros ocultos... Há felicidades vulgares e outras absurdas. Como a de rasgar bilhetes que escrevi para você e jamais entreguei... A de memorizar confissões nunca realizadas, há o empalamento diário de nossas culpas... que permanecem de pé... tangentes e latentes a realidade lá de fora. Riscam um rascunho sempre descartável. Por enquanto aqui dentro. Em mundo feudal e autista. Isolado em bolha de sabão e pensamentos. Tive felicidades... E as recolho delicadamente como as gotas de orvalho nas manhãs. E, finjo que são lágrimas. Sentidas e misericordiosas. Pois são orvalhos concretos em flores imaginárias. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/02/2015
Alterado em 16/02/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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