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![]() Exclua-me de sua lista
Não participo de rol e nem de motins Renego o jogo da identidade forçada. Da união casuísta e oportunista De todos contra tudo. Ou de tudo contra todos. As maiorias são equívocos numéricos. São zumbis kamikásicos prestes a explodir, a explorar, a serem manejados como gado em direção do abate. Exclua-me de sua lista. Não quero ter companhia. Não quero ter pares... Talvez deseje os ímpares, os números primos entre si. As inequações insolvidas da guerra metafísica em busca de santidade e sobrevivência. Não pactuo com olhares tácitos, com adesões sub-reptícias, com entrelinhas enigmáticas. Que dizem apenas o que não desejam dizer. Não pactuo com o assédio fácil de palavras de ordem. Odeio ordens. Comandos e vetores que insolentes desconhecem a força centrípeta, o eixo de simetria e o equinócio secreto do século vinte e um. Onde tudo foi líquido. E, agora só existe no vapor da lembrança. Não me conte sobre fórmulas mágicas. Nem me revele os segredos que não quero descobrir. A miséria é mais palpável que a infância. A necessidade o único ato honesto e humano. E, o verbo... sua redenção absoluta ao movimento pendular de pernas, vida e decepções. Não me moleste com suas certezas agnósticas. Com a âncora esquecida do navio que já afundou. Com a derradeira mensagem que de tanto lida, ora completamente esquecida por ser mordaz. Por ser final. Por ser a última para quem ainda prossegue. Deixe-me mofar com as próprias ideias. Porque do bolor, faço poesia. Escrevo contos. Desenho alegorias. Para uma alegria que não há. Inclua na sua lista: esquecer-se. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 02/06/2015
Alterado em 02/06/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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