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![]() Véu branco e opaco veste o horizonte O vento espesso esfacela-se sob o corte De navalha Corte profundo. O infinito é raso, profundo e silencioso. As palavras grafadas estão tímidas. Encolhidas na semântica de papel. Véu de noiva numa cerimônia matutina. Visibilidade limitada Pressente-se a existência do outro. Presume-se o caminho. Imagina-se a curva. Cogita-se sobre o côncavo e o convexo. O concreto se envolve do abstrato Vestido de etéreo, a morte parece impossível. Perdeu-se o plausível. Escoou-se a coerência no ralo rotineiro. Véu a encobriu a roupa da incerteza. Véu para o ritual da descoberta. A manhã completamente encoberta de poesias secretas, rimas incertas e lirismo incoerente. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/06/2015
Alterado em 18/06/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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