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![]() Essas palavras morreram de silêncio
agudo do miocárdio. Calaram o coração, vetaram o olhar, e multiplicaram a indiferença. Morreram também por titubeio. Pelo tartamudo. Pelos fonemas sofridos e repetidos. Numa ânsia de expressão que vomita sentimentos confusos e pulmões repletos de lirismo. Morreram consignadas através de assinaturas. Símbolos. Signos desenhados em tatuagens. Encriptados nas indumentárias Traçados no rímel das meninas da praça. Sufocadas da purpurina barata de um glamour imaginário. Atesto que hoje, dia primeiro de julho de 2015, às onze e trinta e dois minutos. As palavras morreram. Não foi suicídio. Foi morte natural. A saturação óbvia da natureza. Soturna. Gradual e letal. Cumpriram seu ciclo. Sua dança. Seu ritual. De dar algum sentido aos paradoxos reinantes. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/07/2015
Alterado em 01/07/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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