![]() |
|
![]() A flor de pedra esculpida
No limo das ideias falecidas O perfume inauseante das flores recém-nascidas brotando da crueldade explícita, para o infinito enigmático. Pétalas caem com vento larápio... que passa rápido e certeiro.. roubando a cor e o silêncio. Tingindo de saudades o poente sangrento. Existem primaveras inteiras em guerras devastadoras. Existiram primaveras que atravessaram a fome. A fuga. A ausência de sentido. Há uma primavera artificial em velórios... Postada nas lápides Inscritas de formas sub-reptícias. O homem imita a flor e fenece. A flor não imita a ninguém e fenece. A flor roubada guarda um segredo... A flor banida guarda outro... Desses segredos intensos Temos a possibilidade diária de florescer... de renascer... de ressurgir... Do nada, do quase-nada. Da sobrevivência banal para a experiência divina de existir, ser e transcender. A primavera é a transcendência do inverno. É o prenúncio do verão. E a delicadeza da incerteza. Boa primavera! GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 22/09/2015
Alterado em 22/09/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


