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![]() Vou guardou meu silêncio
E me deixou as palavras num eco semântico e discreto. Vou guardou meu silêncio dobrado em mil pedaços envolto de lirismo fundamental. Ao entardecer quando as palavras não mais sangram Quando já se amputaram as pernas e os caminhos Fiquei a contemplar mapas, anotações e segredos de sobrevivência. Por vezes, foi mais sábio calar-se... Por vezes, foi mais insano falar-se... Por vezes, foi mais humano chorar compulsivamente sem dizer uma única palavra. Precisava purgar sentimentos... Enxugar as enxurradas que limaram tudo... lixiviaram o mundo, de tudo que tinha significado... todos os signos... todas as mensagens inscritas no corpo, impressas na alma e rascunhadas no verso. Precisava apenas da catarse eloquente de paredes retilíneas e de cor lisa e única... com manchas de uso da hiprocresia. Todos nós pagamos por calar ou por falar por perdoar ou condenar... Só não pagamos pelas palavras não-ditas, pelas palavras malditas que semearam ódios solúveis pela ação do tempo. Você guardou meu silêncio... E, eu guardei a sua poesia. Estamos todos guardados. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/11/2015
Alterado em 16/11/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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