![]() |
|
![]() Vou empilhando lirismos,
como um castelo cartas Os ventos o desmonta E rio da sorte do valete de ouro... Que não vale a prata. Vou empilhando rimas absurdas Teses abstratas sobre coisas concretas E equações concretas sobre coisas etéreas. Não posso matematizar sentimentos,. nem os infinitos contidos entre os dedos E nem nos silêncios entre fonemas. A ditar senhas secretas. É na respiração trôpega que se vive... buscando oxigênio... E, de repente, a vaidade de correr mais rápido que a centelha da ideia. Tudo é fogo e cinzas E a phenix está em mim erigida num monumento de gelo... Sou pássaro sem asas, mas ainda assim posso voar. Guardo relíquias, vestígios, cartas escritas à mão, com caneta tinteiro... A sorte do biscoito chinês... E uma runa esquisita que me deram de presente... Símbolos carregam tanto lirismo que vivem a contemplar os humanos... Insistem em sinalizar para o entulho uma fórmula mágica onde tudo funciona... menos a palavra. Empilhamos momentos, lembranças e com o passar do tempo. Não achamos o fio da meada. Nem o começo de nossas dúvidas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/01/2016
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


