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![]() Deciframos o genoma.
Deciframos o enigma. Deciframos o código e o signo. Deciframos o paradoxo Mas não deciframos o OUTRO Deciframos a charada. Deciframos a ironia. Deciframos o ódio. Deciframos o amor. Mas não deciframos o outro. Deciframos a narrativa. Deciframos o romance. Deciframos o kharma. Deciframos o espírito. Mas não deciframos o outro. O outro é inexpugnável. O outro é reflexo de meu afeto. O outro é o contraste e o reagente. O outro é a face reversa. É côncavo e convexo. É o círculo imerso do mistério. . O outro jaz nas lembranças. O outro jaz nas tristezas. No silêncio. No ritual sagrado de conviver. O outro é a tradução a distância. É linguagem transversa. Afeto perverso sem razão de ser. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/05/2016
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