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![]() Diante de sua presença.
Que entra por todos os poros... E adentra ao olhar como uma lâmina perfurocontundente. A rasgar hiprocrisias. A interromper o silêncio das essências. Quando a luz do luar ilumina os sonhos. Então, diante da sua primeira palavra já tinha lido todo o discurso, já tinha revelado o romance. Havia uma gramática nos seus sentimentos E. as orações coordenadas e subordinadas ajoelhavam-se na consciência. Na sintaxe das pernas perdia-se o caminho. Não hesitava. Não duvidava. Não negava. A entregar-se A dedicar-se ao infinito A contemplação mágica. Ao método peripatético. Falar e orquestrar fonemas em torno dos signos. Tripudiar sobre os limites Ultrapassar fronteiras E fabricar milagre, todos os dias. Na prática sobreviente da transcendência... Só por conta do milagre Que a mágica se repete. E encanta E alucina os sentidos e enleva a alma... Na poesia, o milagre incendeia e incinera os resíduos, as mágoas, e, os rancores. No espelho da detração. Percebo o que me incomoda em você. O desalinho proposital. A finalidade disfarçada. A mão cálida a tocar a primavera E aquecer o inverno. Há um milagre a espreita. Nos cantos, nas esquinas, nas parábolas e nos enigmas. Principalmente nos indecifráveis. Porque sobrevivem aos sábios e aos ignorantes. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 29/06/2016
Alterado em 29/06/2016 Copyright © 2016. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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