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![]() Giram as rodas do pensamento...
Ciclamente Como catracas mágicas que em moto contínuo cinge o movimento e a dinâmica que se espalha pelo ar. Tudo vai e volta E tudo retorna e revolta. Há uma indignação intrínseca. Em ser e estar... A alma por vezes não habita o corpo... O corpo que não habita a natureza e paira no infinito aberto entre veias Há sangue nas palavras Há sange nas mãos Nas ferramentas e nos caminhos. Nossos olhos míopes não enxergam. Apenas imaginam os contornos imprecisos. Há um pontilhado que é fronteira entre o aqui e o ontem... Há reticências líricas depois do poema. Há um suspiro que doente busca o vento... que busca a tempestade Há quem busque o fogo... Outros que se contentam com as cinzas Que sonham com as nuvens Mas há a ribanceira. Há o precipício. Há o duelo de morte entre as rimas mórbidas que insistem conciliar dor e amor, que insistem na primavera sem cor. que insistem na linha vazia de um horizonte enigmático. Giram as catracas do pensamento. Saudades azeitam as engrenagem Num segundo sinto seu perfume Seus excessos impregnando a sala. Os passos lentos e firmes. A mão cálida mas vascilante. Sua presença que porosa entranhava em tudo... E voltava a ser pó... no caminho do esquecimento. No giro do pensamento A tontura é lirismo. É a lira que entoa os sentimentos da tragédia. Matam-se uns aos outros. E, na sanha de ódio e tristeza se esvai o sumo precioso da esperança. Pensar em você é experimentar vertigem É trancar-se num silêncio de monastério E na clausura doce das memórias, reescrever nas paredes a caça, o bisão e a vitória. Só resta saber, a vitória de quem. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/07/2016
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