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![]() O amor acabou.
O amor secou. Instaurou o deserto Mas havia uma beleza intensa morando por lá. Amor acabou; Acabou ver seus olhos em meus olhos Acabou sentir suas mãos como minhas, E sonhar junto E rir e chorar juntos. E delirar conjuntamente Nas tardes que morrem para a eternidade. O amor acabou. O último capítulo: Furtos, traições e negociatas. Frestas, feridas e mágoas. Não nos falamos mais. Não nos cumprimentamos mais. Há um bloco sólido de ausência indevassável. Negamos nossas afirmações diárias. Se houve felicidade? Não lembro Se houve intimidade? Não sinto. Somos estranhos alheios ao tempo. No final do túmel não há uma luz. Há na lápide de nosso amor. A estranha inscrição: Descanse em paz. Densanse as carências, as desilusões, as tristezas. Engavete as esperanças. Eu dei o meu melhor Eu fiz o que pude. E só queria ouvir de você pelo menos, um adeus. Nem isso fizemos Deixamos reticências a zombarem de nossa covardia. Mas a poesia acena com a saudade improvável de quem um dia idealizado foi amado e desamado. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 02/09/2016
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