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![]() Há um olhar humano nos bodes e cabras.
Há um olhar humano nos macacos e micos. E, até mesmo no orangotango. Há um olhar humano nos cães, gatos e hamsters. E afeto transforma o olhar em linguagem. E afeto transforma a visão em realidade. E afeto contamina de humanidades tudo. Absolutamente tudo. Então, passo pelos olhares em revista incontinenti, lendo códigos, lendo afetos, lendo carências e corpos. Há uma porta entreaberta. Há um cais sem amarras. Há um infinito a nos espreitar. Mas somos finitos. E somos mortais. Há uma fenda secreta a nos decifrar. Somos provisórios. Temporários. Passageiros dentro da retina repleta de humannidades. Enigmas só decifrados perante paixões misteriosas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 15/09/2016
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