![]() |
|
![]()
bebida poética
bebo poesia gelada
na manhã semi-quente vou sorvendo suas intensas gotas líricas a mapear minha goela e a percorrer o reverso das palavras o avesso dos gritos a antítese dos suspiros e a cada pausa a vírgula angustiante do cansaço, do dejà-vu bebo poesia quente escaldante feito lava de vulcão a derreter significados a diluir semânticas a reduzir sentimentos em pedras em chão esponjoso e irreconhecível a poesia fervida acende-me a ebulição da alma levanta as cinzas das catacumbas umprime fóssil feito tatuagem no rosto do dia.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 07/08/2007
Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


