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![]() Todo sapo é um princípe.
Todo princípe é um sapo... E as moscas E as drosophilas Voam em elipses perfeitas E são devoradas pela própria tontura. Toda princesa é borralheira. Toda borralheira é uma princesa Enrustida, embrutecida, inesculpida. Lapidar. Aprimorar. Amadurecer Talvez o tempo ou o destino. Toda a criança tem aura do começo É raio de sol do alvorecer Tinge a abóbada celeste Decora as estrelas de brilho E vê o mundo mais colorido. Mais vivo. Pulsa nas veias a prova do afeto. Pulsa nas sinapses a prova de reflexo Ter consciência dói. Ter sensibilidade também. Não somos blindados. Não somos imortais. Temos longa infância, breve maturidade e na morte, uma certeza. E me pergunto: Por que alguns se sentem tão superioes? Tão nobres e inatingíveis? Tão absurdamente deificados... Sem anjos e nem santos.. Sem dons e milagres. Ser humano desafiadoramente humano. Humano apesar de embrutecer. Humano apesar de dormente o espírito que demente quer ser coisa e não um ente... Toda doença é um alerta É um grito, um sinal.. um enigma. Decifrado por remédios. Médicos e terapias. A poesia é minha terapia. Posso enlouquecer. E curar-me Posso curar e de novo mergulhar no torvelinho e buscar o fiapo da meada Ou a meada do fiapo... Não terei todas as respostas. Não saberei de todas as questões Mas, pelo menos, não vivi impunemente. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/07/2017
Alterado em 13/07/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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