![]() |
|
![]() Esperando a morte Esperando o corte, sem sangria, sem hemorragia, sem verborragia. Assim vamos envelhecendo. O silêncio corta a palavra ao meio. De um lado, a semântica. De outro lado, a sintaxe. De um lado, o signo. De outro lado, o significado. Há um abismo sobrevivente Nas pausas, na ortografia Intrincada de vocábulos alienígenas. Há o monstro da sintaxe... O predicado era vassalo do sujeito. O sujeito era servo do rei Que por sua vez, não reinava. O poder absoluto da ordem. Da razão prepotente. Desordenava sentimentos. Desalinhava os chacras Desdenhava do tempo. Estamos todos esperando A morte. O sono eterno. A desintegração. E tudo que nos resta É viver com o fardo de Ser finito. De ser uma obra incompleta. Com reticências camufladas Em vestígios, escritos e poemas... Somos insetos pensantes. Somos crianças dialéticas A procura de afeto Que nos baste. Que nos acalante. E, quando então, em conforto. Singular deixamos de Brincar na gangorra das emoções... Quando finalmente aprendemos o boomerang trazer de volta o arremeso... Esi que somos arremessados. Vem o tempo E, subitamente informa: Acabou. Se finito. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 04/08/2017
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


