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![]() Não somos culpados
Há uma sentença escrita na sequência genética. Há um provimento determinado, atávico. Inescapável Não adianta correr. Esquecer, apagar ou desmaiar Mais tarde, ao acordar tudo estará escrito. Maktub Não somos culpados Há conspiração do tempo com a vida A história aliada a genética. E, essa consciência circunspecta A imaginar o todo, pela visão do elétron. A enxergar a matéria na poeira. Choque contundente entre a realidade imaginada a realidade existente O raio cortando as nuvens O silêncio entre as palavras A semântica semeando significados.. O lirismo colhendo frutos bastardos A reza hipnótica dos xamãs O kharma inevitável. A encarnação do espírito num corpo improvável, perecível, transitório. Pois essencial é imaterial É um perfume. É um toque indelével É um enigma decifrado na bruxaria nos pontos riscados, nas rasuras do script. Em diálogos impossíveis. O perdão não ofertado. A lágrima não vertida. Em oferenda. Peço-lhe água E lhe digo benta a incerteza. A roleta que gira em torno de todo jogo do poder. Números. Cores. Significados apostam na direção do infinito. Não há xeque-mate. Apenas, um breve intervalo entre a percepção do átomo. E a epifania da molécula. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/09/2017
Alterado em 21/11/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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