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![]() Deixado para os últimos raios de sol
O entardecer sangra poeticamente na tarde que era azul. Deixado para esmorecer e mergulhar no breu da noite recém-vinda. Vem as primeiras estrelas dar-lhe a trega e alguma esperança. A brisa arremessa seu perfume que é saudade e tristeza. Vai longe e se esvai. Não me lembro bem o porquê você se perfumava tanto... Lembro que gostava de trajar branco em paradoxo com a melanina gritante de sua pele Deixado esquecido nos porões da consciência. A dor não mais lateja Permanece intacto o enigma As teias se encontram mas não se explicam. A caça e o caçador se irmanam durante a sobrevivência. Quem será o algoz de quem? Quantos sacrifícios e umbrais atravessamos? e nos abandonamos sozinhos. À luz do lirismo vassalo sem feudo, sem moinho e sem cavaleiro errante. Quando fui embora Fui-me despedindo lentamente.., aos poucos... Primeiro, da tarde, Depois, da noite e das pequenas estrelas. E quando finalmente a madrugada já anunciava finalmente um novo dia. Eu tinha transmutando completamente. Não era mais eu... Era apenas uma sobrevivente entre tantos abandonos. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 17/09/2017
Alterado em 17/09/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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