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![]() Vejo, espio, experimento.
Eu não entendo você. Seus sentimentos. Seus tropeços. Seus verbos e seus gritos. Que ecoam nas paredes de minha consciência. As amarras do cais conspiram contra o horizonte e a vastidão do mar. Os nós fechados das cordas conspiram contra a possibilidade da perda, do desvario e desencontram. As esquinas conspiram encontros paradoxais. O presente esbarra no passado que dribla o futuro E, sem graça, quebra a ampuleta pois a areia congelo Esfarelou-se em demência. Esfarelou-se em dialética não verbal. A violência é uma linguagem Robusta e selvagem. Doma o corpo sob o chicote. Doma a alma sob o prisma do medo. Não entendo você. Desistir. Abortar. Recuar. Como se fosse possível evitar o fatídico dia O fim. Que não é o fim. É algum começo em algum lugar, em algum corpo e outro universo. Não entendo você. Amanhã novamente outro tempo outro recomeço. Novas lágrimas para velhas dores. Novas dores para velhas lágrimas E o rosto marcado pelo poema escrito da vida O incontido O manifesto e o inconsciente Uma mão dormente. Uma caligrafia psicografada. Uma alma que fala através de outra. E, o diálogo, a geometria mágica do encontro por vezes apenas aparente de palavras. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 23/10/2017
Alterado em 21/11/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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