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![]() No altar da palavra
deitou-se o significado. Sob a hipnose da semântica, todos os símbolos bailam num ritual dialético e paradoxal. Palavras querem descrever, relatar e até narrar o possível, o invisível e, principalmente, o abstrato..o intangível momento de sentir e viver... Há palavras que dormem no silêncio. Nas pausas secretas dos textos. Em gavetas abertas e nas fechadas. Nas entrelinhas e reticências. Há palavras insondáveis. Não ditas. Meditadas em torno do abismo. Situado entre a existência e a essência. E pairam entre o corpo e a alma. Em suspenso, aguardando a hora de se manifestarem. E a cada palavra nossa. Em fonética ou em silêncio. Bailam os signos inusitados e conhecidos. Como se comemorassem nosso próprio significado. Somos pródigos. Somos pedintes da expressão máxima de nossos corpos, nossos gestos e vestígios deixados em papéis... Registros desaparecem. Lendas, mitos e histórias são esquecidas. Mas, de alguma forma, a eternidade fica atrelada ao bálsamo de conhecer. Conhecer e apalavrar... é a sina humana.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 07/11/2017
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