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![]() Sou muitas
E sou única Sou plural E sou singular No breve instante de existir Ou na finitude de partir. Cocheiro, liberte os cavalos! Bússola, perca seu norte! Falai com o abismo sobre a sorte. Falai com o caminho o que é morte. Esse enigma pereptório. Inescapável. Em poucas linhas, só restão as reticências. Em poucas linhas, só a imaginação psicografa. Tatua na alma um cometa. Colore com calma essa faceta. Uma de tantas. Ou única entre mantras. Recolhe esse fardo. Recolhe essa agonia. Não posso perguntar para sempre. Não posso aguardar respostas. Tudo traz em si, sua própria comenda. Sua honra e glória. Tudo traz em si, o eterno e o finito. O etéreo e o mortal A morte sintetiza o sentido da vida. É na ausência que esquadrinhamos toda a essência. Em dimensões poéticas. Em isenções caóticas. Ou no prisma engraçado do ponto de vista. A miopia diária sobre o fóton. A mão que acaricia. O amigo que nos conforta A faca que corta a partilha imensurável de ter sua amizade. Ranimir é conselho ilustre. Surgiu no século XII para nos prevenir do improvável. Para nos proteger da vida e das crueldades intrínsecas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 11/11/2017
Alterado em 12/03/2018 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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