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![]() Não somo responsáveis
por nada. Há uma história antes de nós. Há uma história depois de nós. A trama do destino se esvai em meandros genéticos, no vodu magnético de rituais envolto em culturas. Em armaduras e principalmente em guerras. Em batalhas diárias movidas por palavras, fonemas estampados em gritos. Não somos responsáveis por nada. Há o acaso. Há o caos neandertal. De tão boliçoso enreda tudo e a todos. Constrói pontes. Links, conexões. Ilações cibernéticas. Calculadas em algoritmos Há uma planilha prevendo todos os fatos. Todos os valores. As variações. A inclinação angular do raio solar O raio da elipse lunar. A chuva ácida. A hecatombe nuclear. A bomba que destrói o inimigo. Não somos responsáveis por nada. O acaso do zigoto A nidação. A pedra, o molusco e viração Um mar de incertezas. Um oceano de paradoxos. Um infinito de íons carentes de eletricidade. Apesar de tudo. Há a culpa contundente A bater martelo. A baixar a guilhotina A decretar penas de morte. Mas, o crime não morre. Sempre ressuscita Encontra novos corpos... Encarna e reencarna Vestido, munido e arrojado. Enquanto existir pobreza, miséria e falta de dignidade. Enquanto sobrar para alguns e faltar para muitos. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/01/2018
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