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![]() A alma rasteja corpo a dentro.
Sentimentos batem na parede como se fossem uma cama elástica. Dobram-se, projetam-se, tigem e maculam... Há respingos sentimentais no mundo afora A alma rasteja nos pingos da chuva que pregam na janela prismas luminosos. Milhões de pontos de vista.
Milhões de opiniões. Sentidos, paradoxos. Filosofias, crenças e dogmas. Precisamos acreditar
Desesperadamente. Como uma tábua de salvação. Como um reduto protetor de todo o destino. Entramos em abismos Saímos. Nos deparamos com horizontes Desconhecidos. Conhecidos e requentados. Decorados pela retina e esquecidos pela alma. Pessoas normais.
Existe a luz nas trevas. E as trevas dentro da luz. Mas, o que diabos, é normalidade? É normal se sentir culpada? Sentir-se outsider? Quantas vezes procuramos
o ninho... o colo da mãe. a palavra confortante. O afeto faltante... Tudo isso é poesia. Tudo isso é lirismo e espectro do humano, profundamente humano. E queremos a perfeição da máquina. Do ciborgue. Queremos ser infalíveis. Indefectíveis. A prova de margens de erro. De estatísticas. O dedo no gatilho.
E a bala sai rebolando do revólver. Pode atingir o culpado. Pode atingir o inocente. Pode matar o cão. Mutilar a criança. Trazer expectativa Expiação. Transformar a vida em inferno E, o inferno em rotida urbana de esquinas e desencontros. No traçado da bala.
Uma história. A alma se arrastando no corpo. Então ela salta para o infinito. Para a eternidade de razões e desrazões. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 08/02/2018
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