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![]() Precisa-se urgentemente de paz.
Paz de espírito. Paz de silêncio profundo. De rezas, preces e mantras. Paz de bandeiras brancas De olhares cãndidos. De mãos em afago. E, a certeza de que a guerra acabou. No combate.
Se somos vencedores. Se somos vencidos. Só o sabemos intimamente. Por vezes os heróis são vencidos. Por vezes os vilões são vencedores. Mas o cenário não é bipolar.
Não há somente heróis e vilões. Há os indiferentes. Há os que fazem parte do cenário em retidão à arquitetura. Há a ética.
Há a etiqueta. Há o microcosmos repleto de miudezas enormes e de universos intensos. Um mosquito mata. Um tiro mata. Uma palavra mata. A poesia mata. A solidão intensa de não compreender o momento. Precisamos urgentemnte de paz. Para morrer em paz. Para deixar as angústias. As ansiedades. Pois o tempo existirá depois, bem depois do apocalipse. Precisa-se de paz.
Enquanto isso, em meio a guerra. um soldado saca o lápis no bloquinho e faz uma carta para sua mãe. O soldado anônimo. A mãe anônima. E, o sentimento universal e humano de filhos e pais. De afetos devastados Separados e divorciados Da lógica do amor. Precisa-se. A paz é passageira. O conflito é eterno. E, entre uma e outro são costurados momentos da história. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 08/02/2018
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