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![]() Tem pessoas que são
como a música Tem tons, semitons, cadências e ritmos. Há bemóis e sustenidos. Há partituras inteiras edificadas em carne e ossos. Há pessoas que são como a matemática Repletas de equações, inequações, cálculos integrais e cálculos diferenciais. E a diferença é a gangorra que nos faz oscilar no mundo. Conheça-lhe! Pessoas simples. Pessoas tão complexas e cuja mensura infinita, é mutante e imutável que nos fazem teorizar sobre o universo e tamanho. Tem pessoas que são como a literatura. Romances, tragédias, ficção científica e novelas que consomem enredos, tramas e personagens reais e concretos. Sangrentos e verossímeis. Tecidos denunciam cores. O drama particular do claro-escuro. Arco-iris expulsa as cores pelo céu afora para dominar o espaço e deglutir a luz em seu espectro Há pessoas inegnimáticas, miteriosas e profundas Pertencentes ao indizível, ao imprevisível. Intangíveis sers sobreviventes do descaso da história. Nos umbrais encobertos por segredos, sigilos e silêncio. Há pessoas que são como poesia
possuem rimas sub-reptícias,
lirismo embutido em gavetas, perfumes e reticências. Contam verdades fictícias e ficções verdadeiras. Narram dores. Contabilizam aprendizados e quando morrem deixam saudades e vestígios. Há pessoas corporizadas em tudo. Dispersas e contaminantes. No traçado onde escrevo. Na caneta que uso. Nas palavras ditas e malditas. Mas, principalmente, e, sobretudo, no olhar musical, matemático, literário. Sobre um universo imenso e desconhecido. Tudo que são é música matemática e poética. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/02/2018
Alterado em 12/03/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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