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![]() Não dá mais tempo para amar.
Amar é trama complexa. Não dá mais tempo para odiar. Odiar é uma trama ainda mais complexa. Nós, arabescos, teias, meandros, sutilezas e, sobretudo, essências voláteis ou não... Não dá mais tempo para esquecer Tudo foi gravado nas chamas da paixão. Nos invernos da solidão. E nos silêncios encriptados do olhar. O horizonte ali estendido. De dorso aberto, de sonhos dispersos e de reticências plúrimas E nada foi respondido. O paradoxo. A questão intrincada. O dilema burlesco. A dúvida frugal. E, a chuva lá fora enxagua minha agonia em gotas sutis e verticais. Tempestades interstícias. A lixiviação mental. Arrastando para fora os pensamentos maus. Tirando eu de mim. E deixando-me sem pertencimento. Para ser apenas do universo. E, os trilhos no meio da cidade a traçar um caminho certo de destino incerto. A diminuir a calçada. Velozes passam as mensagens Gritos humanos. Fonemas semânticos. E, a mão que afaga mas pune. A punição que educa Mas, magoa. Dor, mestra nossa, de todos os dias. De todas as horas. Torneando-nos a existência. Pois somos pássaros sem asas. Pois somos abelhas sem mel. Somos o animal indecente que mata sem fome, que foge da responsabilidade, que trapaceia até os instintos. E, aí, descobre: Não dá mais tempo para amar. Só nos então resta entardecer. Vestir-se rubramente para a noite que encobrirá tudo, bordando estrelas no firmamento. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 23/02/2018
Alterado em 15/08/2019 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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