![]() |
|
![]()
jaula entreaberta
desde que abri a porta
cerrei os punhos saí lá fora pra bater ou apanhar pra bater e apanhar enfrentei a vida lá fora o frio, a chuva a lama a solidão desde que abri a porta sabia que eu era por mim assim como a sombra era pela luz, como a primavera era pelo pólen desde que abri a porta ao entrar perfurei na pedra o caminho esculpi meus passos no compasso do tempo desde que entrei na sua vida nada fiz nada acrescentei talvez só dúvidas e tristezas com medo de fechar a porta deixei entreaberta mas o vento fortuito, bastarda ventania bateu a porta fechando meu rumo em direção a você desde então choro quando não consigo abrir portas entender as rosas e matar as tristezas e as parcas alegrias de fim de noite após uma poesia ou outra literatura primam por delatar a existência enjaulada no quarto.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/08/2007
Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


