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![]() Abá baxé de ori
Iniciação Tomar a cabeça. Tornar-se senhor e comandante. Soberano e altivo. Solitário e decidido. Olhar o horizonte. Olhar o sol, a estrela de quinta grandeza. A lua, um satélite emburacado. Olhar, ver e depois enxergar. Ver adentro, além, profundamente. Ler almas, Decifrar espíritos. Ler cartas, búzios, runas sinais e símbolos. Palavras perdidas no dicionário. Saudações. Saldo de emoções. Restos e vestígios de afetos feitos e desfeitos. Iniciação. Ritual. Sagrado. Silêncio. Mantras Cânticos. O poder da palavra. O poder da música. O poder da palavra cantada. O poder da palavra sagrada. Rezar de olhos fechados No escuro da noite. Buscando a própria iluminação. Guiar-se pelos sentidos. Pelos instintos. Guiar-me pela natureza Intensa Secreta e vistosa. Depois de ter se encontrado. Na encruzilhada. No traçado No giz Ou na escrita do destino. Ler-se. Ler intimamente. Nem sempre o que está escrito Inscrito. Encriptado no inconsciente Fomos nós os responsáveis. Foram outras mãos. Outras pessoas que marcaram E, como gado saímos ao mundo com aquela peculiaridade perseguidora. Somos tão híbridos. Tão vastos Tão plenos e limitados. Pois pela janela dos olhos. Apenas avistamos uma pequena parcela do mundo, do átomo, do silêncio. E, ao rezar, ao transcender a luz da vela, a luz da lua, e a procura nossa de nós mesmos. Nos achamos geograficamente situados no infinito. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/03/2018
Alterado em 18/03/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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