![]() |
|
![]() Não amo você.
Não desejo você. Não enxergo você. Tudo que me passa é essa brisa impune. É esse sentimento em devaneio que flui dentro de um corpo E transborda. Pelos poros, pelos olhos... Esse sentimento que como cimento que seca, solidifica e quebra. Não tenho rancor. Não tenho afeto. Não tenho mágoa. Existe um buraco negro sem asteróides Existe uma galáxia desconhecida e anônima Procurando no universo uma razão para existir. A luz vem de manhã com uma estrela de quinta grandeza Penso na hierarquia dos astros Na escada do dia-a-dia No degrau Na hesitação. Nessa negação. Pois não amo você. Se amei. Se amarei. Ninguém sabe. Nem mesmo eu. O que sou capaz dorme em mim em potência. Latente junto aos nervos. Pungente junto aos músculos. Afogado em semântica e paradoxo. O que não sou capaz. O que não nunca saberei. Nem mesmo uma leve suspeita. É sobre a alma. Não tenho piedade de você. Misericórdia, talvez. Arrependimento, talvez. Mas, a poesia irremediável me faz confessar o lirismo do encontro. E o infinito das encruzilhadas. A esquadrinhar um abismo de sentimentos perdidos, de vestígios apagados. E, de esquecimento-alívio. Hoje, apenas caminho sozinha Acompanhada pela sombra de minha poesia. Fiel. Oblíqua e provável. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/04/2018
Alterado em 10/04/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


