![]() |
|
![]() Digo o que sinto As vezes de forma envesada As vezes do modo avesso Pois os sentimentos são áspiros São magnéticos Atraem e repelem. Digo o que penso. E, o pensamento cai feito raio cai e electrocuta em seguida. E se espalha. Extermina a matéria. Queima o conteúdo. O pensamento destrói de dentro para fora. Reverbera pelos fios. Pelas nuvens. E, no choque com as montanhas faz o clarão lembrar de nosso iniquidade. Dói perceber que os sentimentos não são compreendidos. Dói notar que os pensamentos não são aceitos É uma rejeição a tudo. As palavras, aos sentimentos e à realidade. E, como se pudéssemos optar em viver em outro planeta. Alimentamos a ilusão de que a negação é a solução de todos os problemas. Então, negamos diante de todos. As nossas misérias, as nossas deficiências, as nossas dimensões ínfimas e, o pior, todos os nossos defeitos. Negamos existir o amor e o ódio. A felicidade e a depressão. No alvéolo onde buscamos ar... mas queremos o mel. Negamos sentir saudades até de coisas ruins. Das costelas quebradas. Da desídia em querer enfrentar as manhãs sem orvalho, e, as tardes, sem futuros luares. E a tristeza sem a lágrima. Diante do entardecer O sol morrendo impunemente. A noite desbotando fantasias, tingia as cortinas pela sinceridade que a escuridão que traz em ressaltar as coisas que possuem apenas luz própria. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/07/2018
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


