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![]() Metade de mim é lágrima.
Outra metade é seca. Metade de mim é tempestade. Outra metade é deserto. Uma parte é luz. Outra parte é treva. Uma parte é palavra Outra parte é instinto. Uma parte jaz dentro do espírito. Outra parte dorme sob o corpo. A sentir frio. A sentir afetos. A sentir solidão. A amargar a decepção. Uma parte de mim supera. Outra parte não perdoa. Não reclama, mas não perdoa. E nem esquece. Registra ocultamente na gaveta do inconsciente. Uma parte de mim esquece. Mas, não perdoa. Estranha. E sai à francesa, sem se despedir. Não gosto de despedidas. Não gosto de um monte de coisas. Viver com metades paradoxais. Essa é a natureza humana. Numa gangorra. Num dejà-vu O script está com letras borradas. E o improviso é chamado de livre arbítrio. Não há liberdade. E nem arbítrio. A ilusão da voluntas. A volúpia de se achar sedutor ou convincente. A imaginar-se dominatrix. A genética nos dita. A história nos guia. A geografia nos situa. E, a filosofia nos embala como se fôssemos bombons. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 14/08/2018
Alterado em 14/08/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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