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![]() Somos todos miseráveis.
Por vivermos em ruínas e pensarmos que são palácios. Porque digerirmos migalhas e pensarmos que são banquetes. Nossos pensamentos caminham no embalo da alienação. Na flutuação exausta de um corpo sem alma. De que não poderemos mais traçar novas rotas. Novas esperanças. A vida acabou. O corpo morreu. Enrijeceu. E foi semeado como se fosse promessa de vida. Mas, tudo é apenas resquício. Somos todos mendigos. A suplicar carinho e atenção. A perguntar obviedades. A questionar o absurdo. E ao inexorável. Ninguém foge de sua sina. Ninguém altera os trilhos. Nem a curva. Nem o delírio E nem a exaustão. Somos todos miseráveis Pois não percebemos a iniquidade. O exíguo. O milagre da criação. E do sol de amanhã. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/08/2018
Alterado em 24/08/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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