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![]() Há amor que faz silêncios.
É tão único e plural. É tão profundo quanto o abismo. E resvala na alma escoriações e dores ímpares. Amar e pertencer. Desamar e despertencer. Perder-se noutro. Encontrar-se noutro Perder-se novamente na dinâmica do boomerang na gangorra cíclica das horas. O orvalho é a lágrima que não secretamos. A linda gota cristalizada sintetiza dor e angústia. Consciência e razão. E quando evapora-se diante do sol Liberta espíritos cativos de seus infortúnios. Há amor que faz silêncios. Há silêncio que faz amor. Cúmplice. Telepático. Pitonisa e esfinge. Enigmas de gestos e olhares. Fonemas cativados pelo cansaço. Frases esculpidas ao relento Com palavras insanas e ao acaso. O amor feneceu. A manhã venceu. E, mais tarde, foi vencida pela tarde. E diante do sol a pino Zênite Despenca-se e adormece nas trevas misteriosas da noite. A estrela nasceu. Outras figuras encantadas apareceram e protagonizaram o seu sono. Com o agudo de violino. Com o sustenido do piano. Com o tom pastel do quadro. construimos a estética do amor Refestela-se do silêncio híbrido, de lacunas semânticas, de sintaxes agonizantes a procura do sujeito sem predicado. O amor é um breve eclipse que muda tudo. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/09/2018
Alterado em 22/10/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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