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por detrás dos olhos
Andava tonta de tanta flor
Das primaveras intensas de cor E luz E girassóis girando pelo mundo Atrás do astro-estrela Andava bêbada tropeçando Nos próprios sonhos No corpo que não adere a essa Bastarda alma Que calma escorre Pelas ilusões banais Sobre chuva, Sobre outonos Sobre as velas que queimam essências Vaporosas Cheirosas E que me lembram Tanto mar. Tanto passado Ressecado por lágrimas Peço perdão Mas a despedida É inevitável Não resta aceno Não resta reticência Não resta a decência De se esquecer no armário De aquecer os pés molhados Da chuva E se salvar das enxurradas De medo e da inundação De emoções Diárias Empilhadas Atrás de meus olhos.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/09/2007
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