![]() |
|
![]() Seus olhos não me encaravam
Só de soslaio me contemplavam Como reticências caindo ribanceira a baixo... As estrelas no céu silentes meditavam sobre a lua. E, nosso silêncio cortado a faca parecia fatias de poesias salpicadas de rimas assimétricas e coreografadas. Seus olhos não me enxergavam eu era uma sombra, um delírio, um franco devaneio ou uma febre tênue e frugal. A infecção existia soturna sem alarde espalhava-se com delicadeza e destreza pelo corpo e aquecia a alma. Depois lhe flagrei rezando Achei tão profundamente lindo tanta fé... e o sinal da cruz e alma embalada em prece. Meditando sobre deus e as criaturas. Sentia-me um bárbaro, aborígene. Imediatista e terreno, preso aos ventos e aos ferros transmissores de eletricidade; Movido pelo choque de neurônios. Minha dinâmica quicava nas arestas imaginárias E a química se esvaia num perfume, num entardecer em tom lilás e, depois de uma breve despedida. Sentia-me bem. Apesar de não sentir seus olhos. No fundo, eram outros olhos que me fitavam simplesmente os da alma. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 30/05/2019
Alterado em 15/08/2019 Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


