![]() |
|
![]() Os traços asiáticos
Olhos enigmáticos e lineares. Um sorriso pequeno e discreto Suas mãos pequenas e jeitosas esculpiam gestos abstratos. Os cabelos escuros na tez tão clara tingiam um contraste ainda mais misterioso. Para onde estava olhando? Seria de soslaio. Seria de ironia. Ou apenas uma mirada qualquer. Meus questionamentos quicavam feito bola no convexo silêncio repleto de reticências e afetos paradoxais. Uma borboleta pousou diante da janela envaidecida de ser livre e laranja numa cor de entardecer mas, em plena manhã. O orvalho com o calor do sol secou-se. Evaporou-se magicamente. Foi ser nuvem, e talvez, um dia, venha a ser chuva. Ou simplesmente lágrima de quem está cativo e não sabe. De quem suporta os grilhões na inocência ou na ignorância. Quantas almas cativas permanecem em degredo? Quantas almas libertas permanecem em segredo? Muitas. Poucas ou nenhuma. A quantidade não importa mais. Tudo passa como a areia da ampulheta que só volta a escorrer, quando invertê-la novamente Um segundo ou um século. E, seus olhos marcaram-me feito uma cicatriz eterna. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 07/07/2019
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


